JORNAL DA FÉ – NÚMERO 6 – 21 A 27 DE JUNHO DE 2020

JORNAL DA FÉ – NÚMERO 6 – 21 A 27 DE JUNHO DE 2020

20 de junho de 2020 Pr. Fernando Galli 0

AS TESTEMUNHAS DE JEOVÁ E AS FRAÇÕES DE SANGUE

Todos sabem que o Corpo Governante das Testemunhas de Jeová proíbe seus seguidores de doar ou receber sangue através de transfusão. Várias TJs já faleceram por serem fiéis a essa liderança, que desde 1945 as proíbe de salvar vidas através do sangue. Todavia, muitas pessoas não sabem que as TJs proíbem o sangue transfundido, mas deixam a critério de cada seguidor de aceitar ou não remédios feitos com frações do sangue, derivadas tanto dos componentes primários como secundários. Vejamos isso nas seguintes revistas A SENTINELA:

“Alguns recusam qualquer produto derivado de sangue (mesmo frações destinadas a fornecer imunidade passiva temporária). É assim que entendem a ordem de Deus de ‘abster-se de sangue’. Eles raciocinam que a lei de Deus à nação de Israel exigia que o sangue removido de uma criatura fosse ‘derramado na terra’. (Deuteronômio 12:22-24) Por que isso é relevante? Bem, a preparação de gamaglobulina, fatores de coagulação baseados no sangue, e assim por diante, exige que o sangue seja coletado e processado. Por isso, alguns cristãos rejeitam tais produtos, assim como rejeitam transfusões de sangue total ou de seus quatro componentes primários. Sua posição sincera, baseada em sua consciência, deve ser respeitada. Outros cristãos tomam uma decisão diferente. Também recusam transfusões de sangue total, glóbulos vermelhos, glóbulos brancos, plaquetas ou plasma. Contudo, talvez permitam que um médico lhes administre um tratamento que contenha uma fração derivada dos componentes primários. Mesmo aqui pode haver diferenças. Um cristão talvez aceite uma injeção de gamaglobulina, mas pode ou não aceitar uma injeção contendo algo extraído de glóbulos brancos ou vermelhos.” – A SENTINELA 15 DE JUNHO DE 2004, página 30.

“Será que o fato de haver diferentes opiniões e decisões, baseadas na consciência, indica que a questão é de pouca importância? Não. O assunto é sério. Contudo, há uma simplicidade básica. A matéria acima mostra que as Testemunhas de Jeová recusam transfusões tanto do sangue total quanto dos componentes primários do sangue. A Bíblia ordena aos cristãos que se ‘abstenham de coisas sacrificadas a ídolos, de sangue e de fornicação’. (Atos 15:29) Fora isso, quando a questão envolve frações de quaisquer componentes primários, cada cristão deve conscienciosamente decidir o que fazer, após cuidadosa meditação com oração.” – A SENTINELA 15 DE JUNHO DE 2000, PÁGINA 31.

Proibir sangue transfundido e afirmar que é questão de consciência o uso de frações sanguíneas derivadas de componentes primários ou secundários do sangue de outras pessoas é uma verdadeira PIADA de humor negro! A Bíblia proíbe sangue animal e humano, ingerido como alimento ou bebida. O animal morto para alimento deveria ter seu sangue derramado no chão (Gênesis 9:3, 4). Isso simbolizava que a pessoa que matou o animal estaria devolvendo a vida a Deus, a qual foi tirada para se alimentar do animal.

No caso do sangue humano, jamais, por exemplo, conforme Tertuliano escreveu, um cristão beberia o sangue de um gladiador morto. Assim, o sangue que se condena a fazer uso é daquilo que se matou para comer ou até para se satisfazer desse sangue como alimento. E no caso das frações? A Bíblia nada diz disso, tanto que quando se come o animal morto, cerca de 30 a 40% do sangue ficou nele.

Lamentavelmente, as crianças acima que morreram “FIEIS A JEOVÁ” estão entre as centenas de pessoas, se não já milhares, que morreram vítimas de quem não merece crédito para decidir a fé dos outros. Veja como eles mudaram de ponto de vista sobre se seria correto ou não um cristão usar medicamentos feitos de frações de sangue. Cada mudança, conforme as TJs, é a luz de Jeová brilhando mais para o Corpo Governante:

1a. LUZ – É CORRERO ACEITAR REMÉDIOS COM FRAÇÕES DE SANGUE – “… A injeção de anticorpos no sangue tendo como veículo o soro de sangue ou o uso de frações de sangue para criar tais anticorpos não é o mesmo que tomar sangue, …fazê-lo não parece estar incluído na expressa vontade de Deus ao proibir o sangue como alimento. Seria, portanto, assunto de decisão individual quanto a aceitar ou não tais tipos de medicação.” – A Sentinela 1.º de fevereiro de 1959, pp. 95 e 96.

Mas o “deus TJ” enviou uma nova luz para suas testemunhas, e agora era errado aceitar remédios feitos com frações de sangue. Veja:

2a. LUZ – É ERRADO ACEITAR REMÉDIOS FEITOS COM FRAÇÕES DE SANGUE – “É errado suster a vida mediante infusões de sangue, plasma, glóbulos vermelhos ou várias frações de sangue? Sim! … Quer seja sangue integral quer fração de sangue … a lei divina se aplica”. A Sentinela de 15 de março de 1962, p. 174.

Mas nem tudo na vida é para sempre. Visto que errar é humano, o “deus-TJ” humildemente reconheceu o erro da luz anterior (a segunda) e voltou a ensinar a primeira. Agora se poderia tomar remédios com frações de sangue. Veja:

3a. LUZ – É CORRETO (DE NOVO!) ACEITAR REMÉDIOS FEITOS COM FRAÇÕES DE SANGUE – “Que dizer, então, do uso dum soro que contenha apenas uma fração minúscula de sangue e que seja empregado para prover uma defesa auxiliar contra uma infecção, não sendo empregada para realizar a função sustentadora da vida normalmente desempenhada pelo sangue? Cremos que isto deve ser decidido pela consciência de cada cristão.” – A Sentinela de 15 de outubro de 1974, p. 640.

É, mas quem jamais ficou mancando em duas opiniões? Sempre tem a primeira vez. O “deus-TJ” novamente enviou dos céus uma nova luz, na verdade, a mesma luz já ensina antes: A segunda! A partir de agora, e de uma vez por todas, o deus-TJ que não muda ensinou que não se podia mais usar remédios feitos com frações de sangue. Veja:

4a. LUZ – É ERRADO (DE NOVO!) ACEITAR REMÉDIOS FEITOS COM FRAÇÕES DE SANGUE – “Certos fatores plasmáticos da coagulação acham-se agora em amplo uso… os que recebem tal tratamento enfrentam outro perigo mortífero… quase 40% dos 113 hemofílicos apresentaram caso de hepatite… todos receberam sangue integral, plasma ou derivados sanguíneos que continham os fatores. Naturalmente, os verdadeiros cristãos não utilizam este tratamento potencialmente perigoso, acatando a ordem da bíblia de ‘abster-se de sangue’”. – Despertai! de 22 de agosto de 1975, p. 29.

Mas infelizmente, o “deus-TJ” aprontou novamente, e decidiu liberar novamente as frações de sangue. Veja:

5a. LUZ – É CORRETO (DE NOVO!) ACEITAR REMÉDIOS FEITOS COM FRAÇÕES DE SANGUE – “Alguns cristãos acham que aceitar uma pequena quantidade de derivado de sangue para tal fim não é… desrespeito pela lei de Deus… adotamos atitude de que esta questão precisa ser resolvida por cada pessoa, por decisão pessoal.” – A Sentinela de 1 de dezembro de 1978, p 3.

Os TJs odeiam que falemos sobre o caso das frações de sangue. Mas precisamos lembrá-los de que um Deus verdadeiro não age assim. E o povo que segue um deus assim não recebe luz que brilha mais e mais até ser dia (Provérbios 4:18), mas está nas trevas e nem sabem onde tropeçam (Provérbios 4:19) E se alguma TJ tentar argumentar que Jeová mudou de ensino quando cancelou a lei da circuncisão, antes dada por Ele a Moisés, basta apenas lembrá-la de que Deus já havia prometido que um dia mudaria a aliança para com seu povo, cancelando muitas leis. (Jeremias 31:31) Ou seja, Deus ensinou que daria e retiraria a circuncisão, portanto isso faz parte do mesmo ensino. Além disso, Ele jamais mudou de ensino para reconhecer que o anterior estava errado.

Esperamos ter alertado TJs e cristãos sobre o perigo de confiar em homens. E caso você saiba que um menor de idade está precisando de sangue e seus pais TJs não permitem tal procedimento, procure as autoridades, denuncie, que um Juiz de Direito ordenará que se administre sangue e se tente salvar a vida de menores de idade, vítimas de sua liderança mundial. – Pr. Fernando Galli.


QUEM É JOSEPH SMITH JR. PARA OS MÓRMONS?

Toda seita idolatra comete abusos teológicos ao reverenciar seus líderes ou fundadores, mesmo quando não são capazes de se dar conta disso. Basta apontarmos para algum erro do líder para recebermos respostas do tipo: “Quem você pensa que é para falar mal dEle?”, “Se falaram mal de Jesus, claro que falariam mal de nosso profeta (ou apóstolo, líder, etc.) ou “Cuidado! Você não sabia que está se levantando contra Deus?” Essas reações são apenas um exemplo de como as pessoas têm defendido seus líderes ou fundadores.

Agora pense bem: Quando alguém fala mal de Jesus, como que os cristãos reagem? Se muitos ficam chateados, e até nervosos, quando deveriam dar uma resposta temperada com sal (Colossenses 4:6), isso seria compreensível, pois realmente soa-nos uma audácia, uma ousadia quando alguém se levanta contra o próprio Deus. O problema é que observamos essa reação de igual ou maior lamento quando tais líderes são criticados, ou tão somente apontamos o que não concordamos sobre tal pessoa. É bem verdade que no meio evangélico observamos isso, principalmente em denominações problemáticas, cujos membros chegam a dizer: “Prenderam nosso apóstolo, mas a Bíblia diz: ‘Batalharão contra o cordeiro, mas não prevalecerão.” Esse sectarismo e tamanha reverência aos homens, beirando a idolatria, seria de esperar nas seitas, mas infelizmente observamos entre nós. Lamentável!

Um falso profeta do Mormonismo

A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias (Mormonismo) crê que Joseph Smith Jr, a quem o Pai e o Filho teriam aparecido em 1820, é o principal profeta deles. Não é à toa que afirmam que um anjo chamado Moroni lhe mostrou o verdadeiro e perfeito evangelho de Jesus Cristo, o conhecido Livro de Mórmon. Observe a seguir como se pronuncia o mormonismo sobre o papel desse homem tão polêmico e polígamo:

“Joseph Smith, como Adão, Enoque, Noé, Abraão, Moisés e outros, se posicionou como o cabeça da dispensação. O cabeça da dispensação torna-se o meio pelo qual o conhecimento e o poder de Deus são canalizados para os homens e mulheres da terra. Ele se torna o meio pelo qual o evangelho de Jesus Cristo – o plano de salvação e exaltação – é revelado novamente. […] O cabeça de uma dispensação se posiciona como a proeminente testemunha profética de Cristo!” – The Ensign, junho de 1994, p. 20.

“Qualquer nova revelação para a igreja seria, naturalmente, apresentada ao povo pelo presidente da igreja, sendo ele o porta-voz de Deus na terra.” Palavras de Bruce McConkie, sobre Amós 3:7 – McConkie, p. 606.

RESPOSTA CRISTà– Conforme observamos, Joseph Smith seria o cabeça da atual dispensação, e ele teria revelado NOVAMENTE, como profeta e presidente daquela igreja iniciada em no início do Século XIX (19), o evangelho de Jesus Cristo, com salvação e exaltação. Para justificar isso, os mórmons usam a nossa Bíblia, já que a deles nada tem a falar de Joseph Smith e sua suposta posição proeminente. Assim, citam Amós 3:7, onde diz: “Certamente, o SENHOR Deus não fará coisa alguma, sem primeiro revelar o seu segredo aos seus servos, os profetas.” Então querem justificar Joseph Smith como profeta anunciando um novo evangelho de Jesus Cristo, e enaltecê-lo como o cabeça da atual dispensação. Mas quando comparamos Amos 3:7 com 3:1, vemos que essas palavras citadas pelos mórmons foram tomadas fora do contexto. Lemos ali:

“Ouvi a palavra que o SENHOR fala contra vós outros, filhos de Israel, contra toda a família que ele fez subir da terra do Egito.” – Amós 3:1.

Como você pode observar, essas palavras, que mais adiante incluem o versículo 7, foram dirigidas contra a nação de Israel. Lemos nos versículos seguintes que Deus promete punição e trazer o mal à cidade pecaminosa, mas Deus não faria nada sem avisar os profetas, os seus servos. Quando evangelizamos os mórmons, eles costumam usar esse texto de Amós 3:7 para provar que o profeta Joseph Smith Jr. também foi usado por Deus, só que para anunciar um outro evangelho. Desculpem-me os mórmons, mas em Amós os profetas são levantados para anunciar o que Deus traria contra o povo dEle, o qual estava em pecado. Assim, Amós 3:1-7 não pode ser usado para endossar o ministério desse rapaz. De fato, a Bíblia não aprova que um novo evangelho E OUTRO JESUS possam vir a existir. Analise o texto abaixo:

“Mas receio que, assim como a serpente enganou a Eva com a sua astúcia, assim também seja corrompida a vossa mente e se aparte da simplicidade e pureza devidas a Cristo. Se, na verdade, vindo alguém, prega outro Jesus que não temos pregado, ou se aceitais espírito diferente que não tendes recebido, ou evangelho diferente que não tendes abraçado, a esse, de boa mente, o tolerais. Porque suponho em nada ter sido inferior a esses tais apóstolos.” – 2 Coríntios 11:3-5.

Como Satanás poderia enganar pessoas? Corrompendo a mente delas com outro Jesus, com outro espírito, e com outro evangelho. Joseph Smith Jr. seria um dos que a serpente usou para enganar muitos? Sim, e suas obras o qualificam como um falso profeta. Para confirmarmos essa afirmação, basta citarmos suas falsas profecias. Observemos algumas delas.

O profeta Joseph Smith Jr. profetizou que a Nova Jerusalém seria construída no Missouri em sua geração. Isso jamais se cumpriu!

“Uma revelação de Jesus Cristo ao seu servo Joseph Smith […] A palavra do Senhor com respeito à sua Igreja, como que pela boca do seu profeta, para a restauração do seu povo e para o ajustamento dos seus santos que permanecerão sobre o Monte Sião, o qual será a cidade Nova Jerusalém, (…) no limites ocidentais do Estado de Missouri, e dedicado pela mão de Joseph Smith Jr. E outros com quem o Senhor se comprazia. (…) Pois na verdade esta geração toda não passará, sem que seja construída uma casa ao Senhor.” – Doutrinas e Convênios, 1950, p. 157.

De acordo com Deuteronômio 18:22, por que não podemos dar crédito a esse profeta mórmon? Porque segundo o texto, quando um profeta falar em nome do SENHOR, e sua palavra não se cumprir, devemos ignorá-lo, não ter temor dele. E o que a profecia acima dizia? Que o próprio Joseph Smith Jr. dedicaria a Nova Jerusalém, a ser construída no Estado de Missouri. Ele morreu, e nada de se cumprir sua profecia. Mas perceba: A profecia inicia com a expressão: “Revelação de Jesus Cristo ao seu servo Joseph Smith”. Isso equivaleu dizer profetizar em nome de Deus. Os mórmons, ao abordarem você, precisam saber disso. Prepare-se, então, para raciocinar com eles. Veja agora outra falsa profecia do Sr. Joseph:

Joseph Smith Jr. profetizou a rápida destruição do Governo americano.

“Eu profetizo no nome do Senhor Deus de Israel […] que em alguns anos o governo [dos Estados Unidos, conforme o contexto] será totalmente derrubado e destruído, e não restará mais cacos de barro, por sua perversidade ao permitir o assassinato de homens, mulheres e crianças.” – Joseph Smith, History of the Church of Jesus Christ of Latter-Day Saints, Deseret Book Company, 1973, 5.394.

Claro que esta profecia não se cumpriu. Os Estados Unidos são hoje a maior potência mundial. Essas palavras do falso profeta foram proferidas por um homem revoltado com o massacre de muitos mórmons por parte do Governo Americano. Mas ele falou em nome do Senhor Deus de Israel. Ao falar isso aos mórmons, evite chamar o Sr. Joseph de falso profeta, mas motive-o a chegar a essa conclusão. Note agora outra falsa profecia dele:

Joseph Smith Jr. profetizou a bênção sobre si mesmo e confusão sobre quem procurasse destruí-lo.

“Eis que o Senhor abençoará este vidente [Joseph Smith]; e aqueles que procurarem destruí-lo, serão confundidos. (…) Eis que tenho a certeza de que esta promessa será cumprida.” – Doutrinas e Convênios, seção 97.18-21.

Cumpriu-se tal profecia? Não, pelo contrário! Joseph Smith Jr. foi assassinado aos 27 de junho de 1844 à bala na prisão de Carthage, Illianois, EUA. De quem era a promessa de que ele não seria destruído porque Deus confundiria seus opositores? Da fértil mente do próprio Sr. Joseph.

Conclusão

Quando vemos jovens bonitos, simpáticos, missionários mórmons andando aos pares e levando o seu outro evangelho, defendendo com unhas e dentes seu profeta fundador, costumamos dizer: “Que perda de tempo!”, ou “Eles estão sinceramente enganados”. Todavia, falar assim, e de longe, de nada os ajuda. Você sabia que muitos mórmons já se converteram ao verdadeiro Jesus Cristo porque o Espírito Santo, ao convencê-los, usou cristãos preparados para raciocinar com eles? Por isso, jamais ofenda-os, ou zombe deles. Cabe a você e a mim evangelizá-los. Ame-os como alguém lhe amou ao falar de Jesus para você. Que Deus abençoe sua iniciativa! – Pr. Fernando Galli.


ALEGRIA NAS PROVAÇÕES

Muitos irmãos sabem das dificuldades que o mundo enfrenta. Então, pensei em abordar sobre enfrentarmos provações com a alegria que vem de Deus. Baseio-me em Tiago 1:2-4 e embora os contextos nossos e o de Tiago sejam diferentes, podemos tirar proveito do texto bíblico, não importa por quais momentos difíceis passemos. Espero, então, abençoar você, para a glória de Deus, com este texto.

E falando em Palavra de Deus, gostaria de convidá-los a abrirem suas Bíblias em Tiago 1:2-4. Tenha a bondade de lê-lo.

“Meus irmãos, considerai motivo de grande alegria o fato de passardes por várias provações, sabendo que a prova da vossa fé produz perseverança; e a perseverança deve ter ação perfeita, para que sejais aperfeiçoados e completos, sem vos faltar coisa alguma.” – Tiago 1:2-4.

A carta Tiago foi escrita num contexto onde seus leitores necessitavam de encorajamento para perseverarem diante das provações. Conforme os estudiosos desta carta comentam, Tiago escreve sua epístola para os cristãos judeus que haviam sido expulsos de suas casas e perderam suas posses. Ele se dirige a pessoas exploradas pelos ricos, arrastadas para os tribunais e difamadas por acreditarem no nome de Jesus. Diante dessa situação, Tiago dirige a seus leitores encorajamento.

Da mesma forma, os filhos de Deus hoje enfrentam provações. Embora nossas provações possam ser diferentes das sofridas pelo público alvo de Tiago naqueles tempos, a essência do encorajamento de Tiago também tem muita valia para nós. E qual é a essência deste encorajamento? Devemos enfrentar as provações com alegria devido aos bons resultados que Deus determina. Mas o que significa reagir com alegria diante das provações?

A Alegria é uma qualidade essencial ao enfrentarmos provações.

Em primeiro lugar, precisamos definir o que é alegria de acordo com o uso que se pretendeu fazer desta palavra no texto sagrado. Obviamente que Tiago não se está se referindo a enfrentarmos uma doença e sorrirmos à toa. Jesus havia ensinado a seus discípulos que “bem-aventurados” eles seriam quando por causa do nome dEle fossem injuriados, perseguidos, vitimados da mentira de seus opositores, e que eles deveriam “regozijar-se e exultarem” porque seria grande o galardão deles nos céus. (Mateus 5:11, 12) Então esta alegria não pode ser algo que vem do sofrimento em si, mas do resultado das promessas de Jesus e da ação do Espírito Santo na vida do crente, afinal de contas a alegria é parte do fruto do Espírito Santo de Deus. (Gálatas 5:22, 23) CHAMPLIN, um comentarista da Palavra de Deus, explica que a alegria aqui como “produto do crescimento espiritual e consiste de um senso de bem-estar e de regozijo porque o indivíduo está em harmonia com Deus, desfrutando da comunhão com Ele, o que satisfaz a alma e a torna feliz.”.[1]

Pense, por exemplo, nas dores que uma mulher sente durante a gravidez e durante o parto. Consegue entender que apesar do sofrimento, da ansiedade, das possíveis complicações durante estes nove meses, a mãe está feliz porque seu filho esperado é uma realidade, ela tem evidências disso pois seu corpo todo, por nove meses, está em comunhão com a criança, e então, no momento do parto, as dores se intensificam, mas tudo isso vale a pena. Jesus, em João 16:20-22, inclusive, mencionou, e Tiago certamente ouviu isto de Jesus, que quando a criança nasce, a mãe nem se lembra mais das dores.

Assim também é a vida cristã. Devemos enfrentar as provações com alegria devido aos bons resultados que Deus determina. Assim como a mãe tem intimidade com seu filho durante e após a gravidez, e por isso ela fica feliz apesar das dores, nós temos intimidade com o Espírito Santo e temos o alvo das recompensas à frente. Assim, qualquer que seja nossa provação, nossa alegria de espírito vinda de Deus nos ajuda a esperar em Deus pela solução; Temos, então a certeza de que nada do necessário vai nos faltar enquanto isso porque Deus está no controle de tudo. Além disso, conforme D. A. Carson comenta, aqueles cristãos dos dias de Tiago, e com certeza nós também, devemos ser alegres diante das provações pelo simples fato de podermos olhar “além da presente vida para a recompensa eterna”.[2]

Até aqui entendemos, assim, que devemos nos alegrar em Deus quando enfrentamos as provações da vida. Mas assim como a mãe aguarda em dores pelo feliz resultado que é o nascimento de um filho, temos de acordo com Tiago 1:2-4 resultados determinados por Deus ao mesmo tempo que reagirmos com alegria ao enfrentarmos as provações. Quais são eles? Quando enfrentamos provações com alegria, nossa fé é provada e resulta em perseverança. – Ler Tiago 1:3.

O que é perseverança?

É a resistência fiel do crente diante das provações. É manter-se firme e constante diante das adversidades. Então de acordo com a Palavra de Deus, o crente precisa de perseverança para ser salvo, ou ele é salvo por perseverar? O texto aqui é claro! Alegremo-nos com isso! Quando um salvo sofre provações e sua fé é provada, ele sempre persevera no final! Mesmo que ele se queixe como Jó, Moisés, Jeremias e os próprios discípulos de Jesus, no final eles perseveram. Por isso que Jesus disse sobre os que perseverarem até o fim serão salvos, ou em outras palavras, a marca registrada de um crente, salvo em Cristo Jesus, é a perseverança diante das provações. Portanto, quando estamos sendo provados, Deus está produzindo um resultado em nossas vidas, ou seja, a evidência de que somos salvos.

Para ilustrar este ponto, olhe bem para a palavra “provação”. O significado desta palavra (dokimion) no grego bíblico podia ser “testar a autenticidade de uma moeda”. Sob a estrita análise de peritos, ela era avaliada como autêntica ou não. Assim, como moedas nas mãos de Deus, as provações apenas provam o que somos, salvos ou não. O salvo certamente, ao ser provado, continua sendo o que ele é: uma moeda com metal puro, pessoas sinceras e dedicadas a Deus.

Assim, quando os problemas de saúde surgem e se agravam, podemos ficar tristes com a situação, pois não somos masoquistas, mas confiamos alegremente que Deus está produzindo em nós evidências adicionais de nossa salvação. Isso implica em imitar a Cristo. Ele sofreu por nós, e a Bíblia diz que isso foi-lhe uma alegria apresentada, e o resultado óbvio dessa alegria foi a sua perseverança. Observe isso no texto de Hebreus 12:2, 3:

“Fixando os olhos em Jesus, o Autor e Consumador da nossa fé, o qual, por causa da alegria que lhe estava proposta, suportou a cruz, não fazendo caso da vergonha que sofreu, e está assentado à direita do trono de Deus. 3 Assim, considerai aquele que suportou tal oposição dos pecadores contra si mesmo, para que não vos canseis e fiqueis desanimados.” – Hebreus 12:2, 3.

Portanto, Devemos enfrentar as provações com alegria devido aos bons resultados que Deus determina, e neste caso o bom resultado é a perseverança, qualidade identificadora de um cristão salvo.

Além de enfrentarmos com alegria as provações e de que o fato de nossa fé ser provada resulta em perseverança, esta própria perseverança manifesta outro resultado divino na vida dos salvos. Qual é? A perseverança resulta em maturidade espiritual. Como assim?

Maturidade Espiritual

Lemos em Tiago 1:4 que a perseverança deve ter uma ação perfeita para que sejamos aperfeiçoados e completos, sem nos faltar coisa alguma. É óbvio que apenas a perseverança não nos torna perfeitos e completos. Mas Tiago deve ter tido um motivo especial para se concentrar nessa qualidade que produz maturidade espiritual. Talvez porque seus leitores não estavam perseverando como deviam ou até usando sua perseverança como um motivo de orgulho, o que não os tornava maduros na fé.[3] De qualquer forma, o resultado produzido por Deus aqui em quem cultiva a alegria do Espírito Santo e persevera é a maturidade espiritual. Do que se trata isso?

Tiago menciona sobre “sermos aperfeiçoados”. Embora a nossa perfeição sempre será relativa, pois apenas Deus é perfeito, a perseverança tem a ação perfeita de nos unir mais a Deus e implantar cada vez mais o seu caráter em nós, pois na salvação o ser humano se encontra com Deus e passa a desenvolver a sua salvação por imitar a Cristo. Paulo usa uma sentença em Efésios 4:13 onde ele liga o conhecimento de Cristo com o nos tornarmos homens feitos, à medida da estatura da plenitude de Cristo. É o caráter semelhante ao de Deus aprendido por se imitar a Cristo. E quando lemos em Tiago 1:4 sobre sermos completos, isto também tem a ver com o caráter de Deus em Cristo Jesus, ou seja, nenhuma parte deste caráter deverá faltar em nós. Por isso o versículo termina com a expressão: “sem vos faltar coisa alguma”. Nada ético, nada moral, nada espiritual no caráter de Deus nos falta.

Para que possamos entender melhor os resultados da perseverança do crente alegre, pense no ouro que é colocado no fogo para ser refinado. O crente é o ouro, o fogo é a provação. Qual o resultado? Quanto mais este processo dura e suportamos tudo isso com alegria, mais nos refinamos e Deus nos torna melhores, cada vez mais sem defeitos.

Então, se você enfrentar uma doença grave, que o impossibilita de ir até o templo. Não é verdade que o fato de desejar que cultos sejam realizados em sua casa o torna mais desejoso de se alimentar da Palavra de Deus? Se seu carro é roubado, não é verdade que o fato de ter que aprender a economizar mais para ter outro carro o tornará mais maduro e completo na administração de suas finanças? Com isso, aprendemos que cristão alegres que perseveram naturalmente são dirigidos por Deus para amadurecerem na fé diante das intempéries da vida.

Portanto, a experiência da observação tem nos levado à seguinte conclusão: Quanto mais um crente é provado, mais ele anseia ler a Bíblia, orar, assistir aos cultos, ofertar, evangelizar, buscar intimidade com Deus, pois Deus quer levá-lo ao estado cada vez maior de maturidade e completude. Em outras palavras, Devemos enfrentar as provações com alegria devido aos bons resultados que Deus determina: perseverança e maturidade espiritual, conforme aprendemos hoje.

Vamos orar por alguns instantes irmãos por todos aqueles que estão enfrentando provações. Se você sabe de um irmão(ã) que atravessa momentos difíceis, vá até ele(a), ore com ele, pedindo a Deus alegria para ele(a) enfrentar problemas e agradeça a Deus pelo exemplo do irmão(ã) em estar perseverando e amadurecendo na carreira cristã. Oremos. – Pr. Fernando Galli.


PR. FERNANDO GALLI RESPONDE

PERGUNTA 1 – O que significa sermos “a imagem e semelhança de Deus”?

RESPOSTA CRISTà– Quando Deus diz em Gênesis 1:26 “façamos o homem à nossa imagem, segundo nossa semelhança” significa que fomos criados semelhantes a Deus, para representá-lo.[1] Não significa ser Deus, nem igual a Deus, mas similares, com atributos divinos comunicados a nós e iguais na abrangência, mas não na profundidade. Por exemplo, antes do pecado, o homem era semelhante a Deus porque podia amar, ser justo, sábio, dentre tantos atributos de Deus comunicáveis ao homem, todavia, o homem não poderia ser tanto amor, justiça e sabedoria como Deus o são. Por isso, é imagem e semelhança na abrangência ao representar a Deus, não na profundidade. Adão e Eva, depois do pecado, perderam muito dessa imagem e semelhança, mas Cristo, o último Adão (1 Coríntios 15:45), depois de assumir a natureza humana, passa a ser chamado nas Escrituras de “imagem do Deus invisível” (2 Coríntios 4:4; Colossenses 1:15), portanto um perfeito representante de Deus, que pelo seu sacrifício salva o homem e, transformando-o gradativamente, desde já, de glória em glória, na mesma imagem do Senhor (2 Coríntios 3:18) e no culminar da salvação humana restaura a posição do homem de imagem e semelhança de Deus, todavia mais próximo ainda de Deus, sendo semelhantes a Deus. – 1 João 3:2.

PERGUNTA 2 – Por que teve que ser Jesus, e não um anjo dos céus, ou uma pessoa boa, exemplar, o sacrifício pelos nossos pecados?

RESPOSTA CRISTà– Porque só Jesus poderia ser o mediador entre Deus e os homens. E por que só Jesus? Quando o homem peca, ele aumenta terrivelmente a distância entre Criador e criatura. O homem não podia ir até Deus resolver o problema, então Deus, na pessoa de Jesus Cristo, veio até nós resolver a questão. E sem deixar de ser Deus, veio como homem. Ele tinha as duas naturezas, a divina e a humana. Logo, ele estava à altura, por assim dizer, de ser o mediador entre Deus e os homens. O que é um mediador? Quando lemos em 1 Timóteo 2:5 que há um só mediador entre Deus e os homens, temos a palavra grega para mediador “μεσίτης” (mesítes), que designa uma pessoa que, conhecendo muito bem os dois lados de pessoas em desacordo, põe-se no meio para solucionar o problema. No caso de Jesus, apenas ele sabe o que é ser Deus e ser Homem, ao mesmo tempo. Então, o único que poderia resolver o problema do pecado, nos unindo a Deus, é Jesus, perfeitamente Deus, perfeitamente homem. Um anjo poderia até, pelo poder de Deus, se fazer homem. Mas não poderiam ser Deus. Um ser humano, poderia ser no máximo um homem, mas não Deus. Assim, só Jesus poderia ser nosso único mediador.

PERGUNTA 3 – Como devemos encarar um grupo religioso que obriga as pessoas a doar o dízimo e as ameaça de perda de salvação caso não o façam?

RESPOSTA CRISTà– Líderes com essa mentalidade estão totalmente fora das Escrituras. E a resposta seguinte serve para todos os mandamentos e regras para se obedecer: Quem é salvo em Cristo, pela graça de Deus por meio da fé (Efésios 2:8, 9), nasceu de novo, é nova criatura. (João 3:3; 2 Coríntios 5:17) Este, segundo a Bíblia, foi criado para as boas obras. (Efésios 2:10) Ou seja, diferente dos não salvos, que fazem boas obras por uma mera questão de observar os outros fazendo o mesmo, o crente salvo busca fazer boas obras, não para ganhar a salvação, não para evitar perdê-la, o que seria uma verdadeira doutrina herética de salvação pelas obras, como forma de agradecimento por tão maravilhosa salvação, e como maneira de agradar a Deus. Fará isso por amor. Portanto, se um cristão faz parte de uma igreja-denominação que entende o dízimo válido para os cristãos, ele obedecerá porque é salvo e respeita as leis de sua comunidade cristã, e jamais causará divisão na igreja por causa desses princípios. Caso ele entenda ser pressionado pela igreja a dar o dízimo, ele poderá conversar com o pastor presidente dela, expondo seu ponto de vista bíblico e teológico, sobre o amor de Deus. Caso não haja acordo, o cristão poderá decidir se continua como membro ali, sem causar problemas para a comunidade que o acolheu.

PERGUNTA 4 – O Espírito Santo de Deus é uma pessoa ou o poder de Deus em ação?

RESPOSTA – O Espírito Santo é um ser pessoal, o qual manifesta o poder de Deus na criação (Gênesis 1:2; Salmos 104:30) e aos crentes. Por isso a Bíblia usa a expressão “poder do Espírito Santo”. (Romanos 15:13, 19) Da mesma forma como Jesus é o poder de Deus (1 Coríntios 1:24) e é um ser pessoal que manifestou o poder de Deus, assim também ocorre com o Espírito Santo. Por isso Jesus prometeu: “Recebereis poder ao descer sobre vós o Espírito Santo”. (Atos 1:8) Sendo assim, receber o poder do Espírito é ficar cheio de Espírito Santo. (Atos 2:4) Ademais, quando Jesus prometeu enviar o Espírito Santo, afirmou que Este falaria não de sua própria iniciativa, mas do que tivesse ouvido. (João 16:13, 14) Somente um ser pessoal pode falar do que ouve. Na Trindade, de fato, é o Pai quem diz ao Espírito Santo o que será revelado e ensinado ao homem.

PERGUNTA 5 – Em vez de enviar Jesus para morrer por nós, ele não poderia ter evitado isso e dito aos homens: “A partir de hoje, quem tiver fé em mim será perdoado de seus pecados e salvo”?

RESPOSTA CRISTà– O que mais admiro em Deus é sua ética. Antes de haver mundo, de ter criado o homem, Ele já sabia que o homem pecaria (Isaías 46:9,10) e colheria os resultados desastrosos do pecado: sofrimento e morte. E se Deus, mesmo sabendo dessas consequências, criou o homem, Ele decidiu mesmo sofrer por nós, na pessoa do Filho, para nos salvar. Ele nos criou por amor, e por amor quis nos salvar. Mas para isso, como criar o homem causou sofrimento e morte, por justiça, Deus decretou antes de haver mundo que seu Filho Unigênito viesse sofrer e morrer por nós. Se o pecado trouxe sofrimento e morte, Jesus por seu sofrimento e morte nos trouxe vida! Diz a Bíblia: “Porque o salário do pecado é a morte, mas o dom gratuito de Deus é a vida eterna em Cristo Jesus, nosso Senhor.” – Romanos 6:23.

PERGUNTA 6 – O Espiritismo é cristão?

RESPOSTA CRISTà– Se você olhar nos dicionários, verá que a palavra “cristão” pode significar também “fazer o bem”, “ser bondoso”. Nessa acepção em que até os ateus podem ser cristãos, o Espiritismo é cristão, pois empenha-se de arduamente em manter lares de crianças e idosos, debaixo do lema “fora da caridade (amor) não há salvação”. Mas em sentido estrito, o Espiritismo NÃO é cristão, porque não crê na morte de Cristo em nosso favor e em sua ressurreição. Em vez de aceitarem a mais importante das verdades bíblicas para a salvação do homem, negam que Jesus leva nossos pecados na cruz do calvário e, ainda por cima, apregoam que nós mesmos morremos pelos nossos pecados através de muitas reencarnações, quando para eles cada ser humano tem a oportunidade de expiar seus próprios pecados. Toda a mensagem Bíblica, de Gênesis a Apocalipse, aponta para Jesus Cristo que morreu pelos nossos pecados, para levar-nos a Deus. – 1 Pedro 3:18; Veja também 2 Coríntios 5:14.

PERGUNTA 7 – Por que não consigo perdoar algumas pessoas?

RESPOSTA CRISTà– Talvez porque você nunca meditou numa frase da oração ensinada por Jesus, o Pai-Nosso: “Perdoai as nossas ofensas assim como nós perdoamos a quem nos tem ofendido.” (Mateus 6:12) Em outras palavras, estamos dizendo a Deus: ‘Se eu perdoei, perdoa-me também’. Veja estas também: “Bem aventurados os misericordiosos, porque alcançarão misericórdia” (Mateus 5:7) e “perdoai, e sereis perdoados”. (Lucas 6:37) Paulo também escreveu: “suportando e perdoando uns aos outros; se alguém tiver alguma queixa contra o outro, assim como o Senhor vos perdoou, também perdoai.” (Colossenses 3:13) Muitas vezes, também, supervalorizamos os erros alheios e achamos que os nossos não são tão graves, por isso não conseguimos perdoar. Mas Jesus nos ensinou: “Por que vês o cisco no olho do teu irmão e não reparas a trave que está no teu próprio olho?” (Mateus 7:3) Assim, recomendo a quem tem dificuldade de perdoar, que peça perdão a Deus por ser assim, e para que ele te mude. E apenas um lembrete: O perdão deve ser dado a alguém 77 vezes, ou seja, sempre. – Mateus 18:22.

PERGUNTA 8 – Um certo pregador na TV disse que muitos crentes estão debaixo de maldição hereditária, ou seja, herdaram os pecados dos pais, bem como suas consequências. Isso procede?

RESPOSTÁ CRISTà– Não procede! São conclusões errôneas extraídas de textos bíblicos mal interpretados. E a maioria desses textos refere-se ao próprio Deus castigando gerações seguintes, até a terceira e quarta geração, do pecador repreendido por Ele (Êxodo 20:5) Seria, então, correto pretendermos quebrar a maldição divina? Não! Mas por que muitos filhos, netos, bisnetos carregam os mesmos pecados de seus antecessores, como fumar, beber? A Bíblia responde: “Más amizades estragam bons costumes”. (1 Coríntios 15:33) Ou se você preferir, “cães que em mesma matilha vivem, as mesmas pulgas têm”. Filhos aprendem com seus pais. O único pecado transmitido de pai para filho é o de Adão. (Romanos 5:12) E muitos de todos os outros pecados são assimilados, não herdados, pelos filhos. Quanto a doenças hereditárias, elas não são pecados, mas resultantes da imperfeição humana. Um filho que herda câncer dos pais, o problema é genético, não espiritual. E Jesus, ao ser questionado se um homem era cego de nascença devido aos pecados dos pais, ou dele (João 9:1-4), respondeu que este mal veio para que as obras divinas da cura fossem manifestas. A pergunta dos discípulos não era baseada no AT, mas em crendices judaicas, do tipo quando a mãe está grávida transmite os pecados dos pais aos filhos pelo cordão umbilical, ou de que bebês ainda no feto poderiam pecar (já que a Bíblia menciona a luta entre Esaú e Jacó no ventre materno). (Gênesis 25:22) Essa era a razão da pergunta a Jesus, não porque criam em maldições hereditárias.

PERGUNTA 9 – Lemos em 2 Pedro 1:4 que nos tornaremos participantes da natureza divina. O que isso significa? Que seremos deuses, ou quem sabe parte de Deus?

RESPOSTA CRISTà– Entre os filósofos gregos daquele mundo antigo havia uma crença de que os homens em meio à corrupção humana deveriam tornar-se como deuses, ou seja, se exaltarem. Mas Pedro mostra que sermos participantes da natureza divina não é uma exaltação vinda do próprio homem, mas da promessa divina, para aqueles que escapam da corrupção do mundo.[2] Estes participam desde já, de certa forma da natureza divina, visto que Pai, Filho e Espírito Santo moram no crente (João 14:23; 1 Coríntios 6:19) Isto faz com que ele imite a Deus e a seu Cristo. (Efésios 5:1; 1 Coríntios 11:3) Ele demonstra o fruto do Espírito Santo (Gálatas 5:22, 23) e evita as obras da carne corrupta. (Gálatas 5:19-21) Mas na eternidade, ele participará da natureza divina na acepção de ter íntima comunhão com ela. O salvo para sempre terá um relacionamento especial com Deus, refletindo o caráter e a santidade de Deus em grau elevado.


REENCARNAÇÃO OU RESSURREIÇÃO

Todos nós temos a curiosidade de saber o que acontece depois que morremos. Neste texto, partindo da verdade bíblica de que existe vida após a morte, estudaremos o tema, à luz da Bíblia: O que a Palavra de Deus ensina: Reencarnação ou ressurreição? Pedimos que você recomende este estudo a todos seus irmãos em Cristo.

Definição Espírita de Reencarnação

Para o Espiritismo Kardecista, o espírito refere-se à parte imaterial do homem que sobrevive à morte do corpo. Mas quando esse espírito reencarna, ele passa a ser chamado de alma. Assim, a reencarnação é definida da seguinte forma por Allan Kardec[1], seu mais importante escritor:

“[…] é a volta da alma ou Espírito à vida corpórea, mas em outro corpo especialmente formado para ele e que nada tem de comum com o antigo.” [2]

RESPOSTA CRISTà– Na Bíblia, quando alma é sinônimo de espírito, pode se referir tanto aos que vivem aqui, como aos que partiram para o além morte. Por exemplo, enquanto na terra, fala-se dele como se angustiando no espírito. (João 12:31) Mas em João 12:27, usa-se a expressão angustiada até a alma. Se aqui na terra, fala-se tanto de pessoas terem alma ou espírito, nos céus o mesmo se dá. A Bíblia refere-se ao Deus dos espíritos dos profetas, os quais já não estão entre nós, mas vivos em espírito no além. (Apocalipse 22:6) Mas refere-se aos que no mesmo além estão como as almas dos que foram mortos por pregar o nome de Jesus. (Apocalipse 6:9, 10) Sendo assim, segundo a Bíblia, alma não é o nome para o espírito enquanto encarnado, mas são sinônimos aplicados tanto aos que ainda vivem entre nós como os que já nos deixaram e estão no além morte. 

Definição Cristã de Ressurreição.

De acordo com a Bíblia, está ordenado ao homem morrer uma única vez. (Hebreus 9:27) Quando o homem morre, o seu espírito deixa seu corpo, podendo tomar dois destinos, conforme o próprio Jesus: (1) O hades, o mundo dos mortos sem Cristo; (Lucas 16:23) (2) Paraíso, também chamado de seio de Abraão. (Lucas 16:22, 23; 23:43) De acordo com o próprio Jesus, tanto as pessoas justas (ou que estão no paraíso) e as injustas (ou as que estão no hades) serão ressuscitadas. (João 5:28, 29) Mas o que é exatamente a ressurreição?

A ressurreição não se trata de nascer um espírito voltar a nascer no ventre de uma mãe, com nova identidade. Todas as ressurreições registradas na Bíblia deram-se no próprio corpo em que a pessoa vivia, inclusive a de Jesus. Ou seja, após a morte e a saída do espírito, este fica aguardando o dia em o Espírito Santo vivificará os corpos de todos aqueles que faleceram. (Romanos 11:8) Significa, então, que a ressurreição refere-se ao retorno de cada espírito em seu respectivo corpo em que viveu ou a volta de um indivíduo à vida corporal.[3] Assim como ocorreu com Jesus, cujo espírito esteve no mesmo dia com o ladrão na cruz (Lucas 23:43), portanto vivo após a morte em espírito, e depois trazido de volta a seu corpo, assim também ocorrerá com todos os mortos. No caso daqueles que estiverem vivos quando Jesus voltar, Paulo afirma que seus corpos serão mudados num piscar de olhos ao serem ressuscitados em seus corpos glorificados. – 1 Coríntios 15:45-53.

Os espíritas kardecistas objetam nossa crença cristã com o seguinte argumento: Como é possível um espírito retornar no corpo de uma pessoa comida por piranhas, as quais foram comidas por tubarões, os quais foram comidos por pessoas que foram mortas e cremadas?

RESPOSTA CRISTà– Realmente, para nós é impossível. Mas para o Deus que ressuscitou Lázaro quatro dias depois de morto, isto é possível. Pense bem: As células e tecidos de Lázaro já estavam mortas e praticamente deixaram de existir. Como Deus fez para trazê-los de volta àquele corpo morto, inclusive os neurônios também? A resposta é: Deus é o Todo Poderoso. Como diz a Bíblia: As coisas impossíveis para os homens são possíveis para Deus. – Lucas 18:27.

Lembranças de Vidas Passadas?

Lemos em certo site espírita:

“Muitas pessoas que vão pela primeira vez a determinado lugar, têm a impressão de já haver estado aí, reconhecendo o ambiente com as suas características. Pergunta-se: como explicar tal fenômeno, dito de paramnésia, senão pela reencarnação? Em vida pregressa, a pessoa já teria visitado tal lugar.”[4]

RESPOSTA CRISTà– Muitas vezes observamos espíritas kardecistas, médiuns ou não, bem como simpatizantes desta doutrina, mencionarem lembranças de vidas passadas. Para os espíritas, este fenômeno chama-se déjà-vu. Mas recentes pesquisas provaram em laboratório que esta suposta lembrança de vida passada nada mais é do que o cérebro criar uma hipótese e em seguida checar a memória, dando a sensação de que a memória recém criada e checada acorreu há muito tempo.[5]

Além disso, há muitas fantasias nestes relatos. A maioria das pessoas que afirmam se lembrar de vidas passadas afirmam terem morado em cidades importantes e ocupado cargos de bom nível. Ninguém fala de ter lembranças de ter vivido no Togo ou no Níger, países extremamente pobres. Sem contar o famoso ditado quem conta um conto aumenta um ponto, e de relato em relato, criam-se novos fatos, detalhes, e uma simples história de uma pessoa achar que já havia estado em tal lugar, provavelmente por este se parecer com um outro já visitado, pode se tornar a história de alguém que viveu nos tempos do Império Romano, auxiliando César a pôr fogo em Roma. A questão é que não há nada que possa ser comprovado cientificamente sobre a veracidade de tais relatos.

Por outro lado, sabemos que há espíritos maus, os quais a Bíblia chama de demônios, ou anjos caídos. Eles têm um líder chamado Satanás. Este, e certamente seus seguidores, podem até, segundo a Bíblia, transformar-se em anjos de luz. (2 Coríntios 11:14) Isto significa que eles podem enganar pessoas sinceras, fazendo-as ter sensações com o intuito de desviá-las da verdade.

A Bíblia Prova a Reencarnação?

A seguir, veremos alguns argumentos colhidos por espíritas, os quais valem-se de textos bíblicos para provar a doutrina da reencarnação.

ARGUMENTO 1 – Jó disse: ‘Nu estive no ventre de minha mãe, e nu voltarei para lá.’ (Jó 1:21) Qual seria a única maneira de voltarmos nus ao ventre de nossa mãe senão pela reencarnação?

RESPOSTA CRISTà– O contexto de Jó capítulo 1 não está relacionado com a vida e a reencarnação, mas com perder tudo o que se tem devido à integridade para com Deus. Jó esteve nu ao nascer, estava nu naquela ocasião pois havia perdido tudo. E nu (sem riquezas) se prostra no chão, a terra. (João 1:20) Por isso disse no versículo anterior: O SENHOR deu, o SENHOR o tirou. (Jó 1:21) Na Bíblia, aprendemos que viemos do pó e ao pó voltamos. (Gênesis 3:9) O Salmo 139:13, 15 afirma que somos formados e tecidos no ventre da mãe, nas profundezas da terra. Assim, além da mãe biológica, temos uma mãe natural, a terra, de onde viemos nu, ou seja, do pó, e para ela voltaremos, ou seja, o nosso corpo, a parte material, retorna à nudez de nossa mãe terra. Ademais, lemos em Jó 19:26, 27 que sua esperança era morrer, ver a Deus fora de seu corpo e não mais vê-lo como adversário, ou seja, sofrer as coisas parecidas numa outra vida.

ARGUMENTO 2 – Se Jesus disse que para vermos o Reino de Deus, temos que nascer de novo. E para nascer de novo, temos que reencarnar. – João 3:3.

RESPOSTA CRISTÃ – No relato de João 3:3-6, depois de Jesus ter dito sobre nascer de novo, Nicodemos perguntou: Como um homem velho pode nascer? Poderá entrar no ventre de sua mãe e nascer pela segunda vez? (João 3:4) Em vez de concordar com ele, Jesus usa uma expressão sinônima: se alguém não nascer da água e do Espírito, não pode entrar no reino de Deus. (João 3:5) Portanto, nascer de novo é nascer da água e do espírito. E para entendermos melhor isso, Jesus ainda diz: O que é nascido da carne é carne; o que é nascido do espírito é espírito. (João 3:6) Ou seja, Jesus não estava falando de nascer de novo na carne, mas nascer de novo no espírito. Não era para Nicodemos entender o nascer de novo do ponto de vista carnal, mas espiritual.

Na Bíblia. lemos em 1João 5:18: Sabemos que todo o que é nascido de Deus não vive pecando; pelo contrário, aquele que nasceu de Deus o guarda, e o Maligno não o toca. Isto mostra que quem não nasceu de Deus vive pecando, mas aquele que nasceu de Deus, ou seja, NASCEU DE NOVO, dá água e do espírito, não peca. A Bíblia também diz que ele nos salvou mediante o lavar da regeneração e da renovação realizadas pelo Espírito Santo. (Tiago 3:5) Portanto, nascer da água e do espírito tem a ver com a conversão do crente, quando Deus nos salva, nos regenera mediante o lavar do Espírito. (Veja 1 Pedro 1:23) Nada a ver com reencarnação! De fato, sobre este nascer de novo, Paulo diz que passamos da morte para a vida por estarmos mortos em nossos pecados e delitos. (Efésios 2:1, 5) E o mesmo João que escreveu o relato de João 3:3-6 escreve em sua velhice: Nós sabemos que já passamos da morte para a vida, porque amamos os irmãos. – 1 João 3:14.

ARGUMENTO 3 – Jesus afirmou que todo aquele que deixar pai e mãe pelo reino de Deus, receberá cem vezes mais pais e mães. (Mateus 19:29) Como ter cem vezes mais pai e mãe numa vida só? Portanto, apenas a reencarnação torna isto possível, pois temos a oportunidade de ter muitas vidas e muitos pais e mães.

RESPOSTA CRISTà– Esta interpretação acima está errada! No relato paralelo escrito por Marcos, ele afirma que recebemos cem vezes mais pais e mães, NÃO EM VIDAS FUTURAS, mas NESTA VIDA. (Marcos 10:29, 30) Mas como? Porque para Jesus, a nossa família é todo aquele que faz a vontade de Deus. Por isso, quando vieram avisá-lo que sua mãe e seus irmãos queriam falar com ele, ele disse: quem fizer a vontade de meu Pai que está no céu, este é meu irmão, irmã e mãe. – Mateus 12:46-50.

ARGUMENTO 4 – A Bíblia ensina que o Profeta Elias retornaria, e centenas de anos após, Jesus afirmou que João Batista era o Elias que haveria de vir. (Mateus 11:14) Portanto, João Batista foi a reencarnação de Elias.

RESPOSTA CRISTÃ – Quando perguntaram para João Batista se ele era Elias, ele respondeu: Não sou. (João 1:21) Ou seja, João não se considerava uma reencarnação de Elias. Mas por que, então, Jesus disse que João Batista era o Elias prometido? (Malaquias 4:5) Primeiro, porque em vez de ensinar Elias reencarnado em João Batista, a Bíblia mostra que ele iria fazer uma obra no espírito e no poder de Elias. (Lucas 1:17). Segundo, porque o povo judeu cria que Elias não havia morrido, mas levado ao céu num carro de fogo. (1 Reis 2:11) Portanto, se havia uma pessoa que não se esperava reencarnar era Elias, que inclusive aparece para Jesus como Elias, e não como João Batista já falecido. (Mateus 17:1-5) Em terceiro lugar, a obra de João Batista foi muito parecida com a de Elias. Ele, assim como Elias, exortavam o povo para uma mudança de vida, para o arrependimento de seus pecados. (1 Reis 18, 19; Mateus 3:2, 10) Ambos tiveram a coragem de expor os erros do Rei da época. (1 Reis 18:18; Mateus 3:7; Lucas 3:7. 19) João Batista foi perseguido por uma mulher, Herodias, e pelo Rei Herodes. (Marcos 6:18-20) Elias foi perseguido por uma mulher, Jezabel, e por um Rei, Acabe. (1 Reis 21:20; 19:1-3) Ambos eram corajosos, intrépidos. (Lucas 3:7; 1 Reis 18:27) E para sacramentar nossa resposta, lemos em 2 Reis 2:15 que o espírito de Elias repousou sobre Eliseu, seu contemporâneo. Então, vemos que a expressão no espírito de Elias não foi escrita para provar reencarnação, mas para indicar que uma pessoa faria obra parecida à outra. Devemos, assim, tomar muito cuidado em não usar as Escrituras irresponsavelmente, interpretando-a sem os melhores critérios possíveis, a seu bel prazer.

Por Que Muitos Creem na Reencarnação?

A seguir, vejamos por que muitos aceitam a doutrina da reencarnação como verdade inquestionável ou pelo menos mais óbvia.

 São enganados por Satanás e seus demônios. Satanás é descrito como o pai da mentira. (João 8:44) Seus demônios não ficam para trás. A Bíblia menciona que Satanás usa todo o poder, sinais e falsos milagres para desencaminhar. (2 Tessalonicenses 2:9) Eles podem fazer uma pessoa achar que viveu outras vidas e valer-se de coincidências da vida para concluir tal pensamento. Por exemplo, antes de haver telescópio Hubble e a NASA, o demônio que fingiu ser espíritos de falecidos que revelavam supostamente mensagens a Allan Kardec chegaram a ensinar que alguns espíritos mais evoluídos desencarnaram aqui da terra para reencarnar num planeta bem próximo da perfeição. Qual? Júpiter! Veja:

“Vários Espíritos que animaram pessoas conhecidas sobre a Terra, disseram estar encarnados em Júpiter, um dos mundos mais próximos da perfeição, e ficaram admirados de ver, nesse globo tão adiantado, homens que, na opinião do nosso mundo, não eram tão elevados.”[6]

Atualmente, sabe-se que Júpiter é um planeta gasoso, inabitável, sem o menor traço de vida, com temperaturas perto dos 500 graus negativos, e com ventos insuportáveis para sequer uma ameba viver. Bela perfeição!

Também, esses espíritos mentirosos e imundos fizeram o Padre Marchal, conhecido como o Eremita espírita, ensinar que em Marte havia uma topografia que lembrava a cidade italiana de Veneza.

“Nossos astrônomos conseguiram levantar-lhe excelente carta, onde se lhe desenham os mares, os golfos e os continentes, carta que nos dá idéia muito favorável desse mundozinho, onde as terras, cortadas por inúmeros canais, lembram um pouco Veneza. […]” [7]

Outro escritor e médium ainda teve a ousadia de escrever o seguinte sobre Marte:

“Marte – […] é [planeta] mais antigo e mais adiantado do que a Terra no seu ciclo vital; está também, podemos dizer, mais evolvido do que o nosso planeta, considerando-se o conjunto de condições de habitabilidade, e a duração dos períodos que medem a existência […].” [8]

Mas a NASA atualmente, com seus robôs enviando mensagens e fotos de Marte para a Terra sabe muito bem que nada em Marte lembra Veneza.

E por fim, ensinaram Kardec que cometas guiarão os espíritos aqui na terra a encontrar regiões longínquas da extensão sideral para poderem reencarnar.[9] E isto porque alguns espíritas consideram os espíritos guias de Kardec mais evoluídos que os guias de Chico Xavier.

 Vidas sem realização. Para muitas pessoas, faltou-lhes algo na vida, então, esperar viver novamente, para conquistar o jamais adquirido seria a solução.

RESPOSTA CRISTà– A Bíblia ensina que podemos viver novamente. Disse Jesus: Eu sou a ressurreição e a vida; quem crê em mim, mesmo que morra, viverá. – João 11:25.

 Destino pós-morte resolvido.  Crer na reencarnação parece explicar melhor o destino do pós-morte.

RESPOSTA CRISTà– A Bíblia explica com clareza o destino pós-morte. Há vida após a morte (Lucas 16:19-31), mas não há reencarnação, e sim a ressurreição. A crença de que se pode voltar a viver através da ressurreição, ou seja, o espírito da pessoa retornar ao corpo e se tornar um corpo glorioso como o de Cristo está fundamentada no testemunho dos apóstolos, que de tanta certeza da ressurreição de Jesus morreram como mártires para defender essa crença. Paulo escreveu aos cristãos em Corinto: E, se Cristo não ressuscitou, então a nossa pregação é inútil e também a vossa fé. (1 Coríntios 15:14) Paulo fala sobre mortos ressuscitarem imperecíveis. (1 Coríntios 15:52) Por isso, quando os espíritas afirmam que ressurreição nos tempos bíblicos era o nome que se dava para reencarnação, eles estão completamente errados, pois equivaleria dizer, baseados em 1 Coríntios 15:52, que os mortos reencarnariam imperecíveis, quando os que reencarnam o fazem em corpos perecíveis. A base desse texto bíblico, entendemos que os mortos não reencarnam, mas aguardam uma ressurreição semelhante a de Cristo, para nunca jamais precisar morrer.

 Diminui o medo em frente ao desconhecido. Crer na reencarnação faz a pessoa raciocinar: Não tenho medo de morrer pois sei que nascerei de novo.

RESPOSTA CRISTà– A mesma diminuição do medo ocorre com o cristão que tem a plena certeza de que, após sua morte, ele parte para estar com Cristo, conforme disse Paulo. (Filipenses 1:23) Sabe que Jesus é a ressurreição e a vida (João 11:25) e que Jesus prometeu o paraíso para os que nele têm fé, assim que morrem. – Lucas 23:43.

 Orgulho de ser salvo por méritos próprios. Segundo a crença espírita, as sucessivas reencarnações fazem o indivíduo evoluir até se tornar um espírito puro, ou seja, um salvo que não precisa mais reencarnar, a menos que venha renascer numa missão especial, como Jesus. Assim, a cada vida, ele MERECE evoluir na próxima, pois se está se salvando através das obras.

RESPOSTA CRISTà– Segundo a Bíblia, não somos salvos pelas obras, mas pela graça de Deus, por meio da fé em Jesus. (Efésios 2:8, 9) Graça é um favor imerecido. Devido a nossos pecados, estamos condenados. (Romanos 3:23; 5:12) O que Cristo nos fez na cruz foi anular os efeitos do pecado e dar vida eterna aos salvos. (Romanos 6:23) Ele é nosso advogado junto a Deus, o Juiz. (1 João 2:1, 2) Isto significa que quando pecamos, não há condenação para os crentes, pois Ele, com sua morte, paga nossos pecados.

Quando temos fé em Jesus, somos nova criação. (2 Coríntios 5:17) Paulo diz que somos criados para as boas obras. (Efésios 2:10) Mas Paulo afirma que se a salvação é pelas obras, então a graça deixa de ser graça, ou seja, quem crê na salvação pelas obras crê que merece a vida eterna, mas se merece não pode ser adquirida por favor imerecido. (Romanos 11:6) As obras são apenas um termômetro para ver se estamos fortes na fé, pois a fé sem obras está morta. (Tiago 2:26) As boas obras serão apenas de base, no julgamento, para recebermos recompensas ou galardões maiores ou menores. – Romanos 2:6; Apocalipse 2:23; 20:12, 13.

 Parece explicar a atual condição de certos indivíduos. Para os espíritas, sofremos devido aos nossos erros cometidos em vidas passadas. Assim, conforme a lei do CARMA, quem foi assassinado foi assassino em outras vidas. Creem ser a única que corresponde à ideia que formamos da Justiça de Deus para com os homens que se acham em condição moral inferior.[10]

RESPOSTA CRISTà– Soa muito injusta a crença de que, por exemplo, Deus proveu um assassino para assassinar quem foi assassino na vida passada. Se isso fosse verdade, não haveria fim da maldade jamais, pois o assassino usado para fazer justiça teria que ser assassinado na outra vida. E assim por diante. Mas a Bíblia ensina que a morte será destruída e que não haverá mais morte. – 1 Coríntios 15:26; Apocalipse 21:4.

Também, a Bíblia ensina que sofremos devido aos erros dos outros. (Romanos 5:12) Nenhum ser inteligente nega este fato. Mas quando colhemos o que plantamos (Gálatas 6:7), passamos a entender porque muitos vivem na miséria: por não saberem escolher bons governantes, ou por não saber lidar com dinheiro. – Lucas 14:28.

Por Que a Fé Cristã NÃO Aceita a Doutrina da Reencarnação.

Muitos afirmam que o Espiritismo Kardecista é cristão. Dependendo do que se quer dizer com cristão, são mesmo. Por exemplo, se ser cristão for fazer o bem, como alguns dicionários afirmam, então o kardecismo é cristão. Mas no sentido estrito da palavra cristão, NÃO É! Por quê? Ser cristão significa aceitar o dogma mais importante da fé cristã, depois da crença na Trindade (que o kardecismo nega), a saber: Que Jesus Cristo morreu para nos salvar. (João 3:16) Assim, o motivo pelo qual repudiamos a doutrina da reencarnação é:

A DOUTRINA DA REENCARNAÇÃO NEGA O SACRIFÍCIO EXPIATÓRIO DE JESUS, SUA GRAÇA POR MEIO DA FÉ, E VALORIZA A RETRIBUIÇÃO.

Pior do que isso, torna Jesus um ser como nós, que precisou ser criado, passar por inúmeras encarnações, tornar-se um espírito puro, e vir à terra para salvá-la num sentido diferente: mostrar o caminho correto às pessoas. Nada de morte expiatória, como já mencionado. Portanto:

A DOUTRINA DA REENCARNAÇÃO NEGA O VERDADEIRO JESUS CRISTO, QUE É DEUS (JOÃO 1:1; 20:28), SENHOR (1 CORÍNTIOS 8:6) E SALVADOR (ATOS 4:12). 

Um Apelo aos Espíritas Kardecistas.

Com toda honestidade, precisamos reconhecer que os espíritas são maravilhosos em ajudar seu próximo. Seu lema fora da caridade não há salvação, torna-os extremamente preocupados com o próximo. Por isso, como seres preocupados com o bem estar do seu próximo, venho aos espíritas kardecistas convidá-los a compreender a superioridade da doutrina cristã da salvação em Cristo Jesus em relação à doutrina da reencarnação, pelos seguintes motivos:

A ressurreição para a vida eterna ocorre uma única vez. A reencarnação milhares de vezes. Que Deus amoroso é esse que faz seus filhos passarem pelos mesmos problemas milhares de vezes? O Deus cristão é amor. (1 João 4:8) E no amor de Deus, proveu a salvação através de Jesus, de modo que todos os pecados da pessoa são apagados no momento de sua conversão, e mudanças espirituais maravilhosas ocorrem na vida desta pessoa:

  • A pessoa é chamada por Cristo à conversão (Mateus 11:28-30);
  • Ela se converte a Cristo, arrependendo-se de seus pecados (Atos 3:19);
  • Ela nasce de novo, não em sentido literal, mas pela ação do Espírito Santo é regenerada, com a ação da Palavra de Deus (1 Pedro 1:23);
  • Ela é unida a Cristo (2 Coríntios 5:17) e passa a fazer parte do corpo de Cristo (1 Coríntios 12:27);
  • Nenhuma condenação há mais para os que creem, pois Cristo se fez maldição no lugar dela (Romanos 8:1; Gálatas 3:13);
  • A morte vicária de Cristo a justifica e a purifica de todo pecado (1 Coríntios 6:9-11; 1 João 1:7);
  • Ela se torna filha de Deus em sentido espiritual e, a partir de então, há um relacionamento de Pai-filho entre Deus e o salvo, de modo que o Espírito Santo de Deus testifica que ela é  filha de Deus (João 1:12; Gálatas 3:26; Romanos 8:15-17);
  • Ela é santificada. Não significa que não terá mais pecados, mas que esses pecados, quando está em Cristo, não a pode tirar da vida eterna. Por isso Pedro nos chama de nação santa, pois fomos separados para Deus para termos vida eterna em Cristo Jesus (1 Pedro 2:9);
  • Tais transformações tornam o crente alguém que persevera (Mateus 24:13);
  • E no final, a pessoa salva será glorificada, quando Cristo voltar, tanto os mortos em Cristo que foram ressuscitados, como os que estiverem vivos quando ele voltar (1 Coríntios 15:50-53). Daí em diante, viverá para sempre no reino dos céus. – João 3:16.

E tudo isto está a sua disposição numa única vida, vindo depois disso o juízo. (Hebreus 9:27) Será que você prefere crer que tudo isso lhe será dado em milhares de reencarnações, e isso se não for pouco?

A ressurreição ocorre num corpo glorificado, portanto, espiritual. Mas a reencarnação sempre num corpo humano. Nós, cristãos, cremos que na ressurreição do corpo. A Bíblia diz que semeia-se corpo físico, é levantado um imperecível. […] Semeia-se corpo físico, e levantado um espiritual. Se há corpo físico, há um espiritual. (1 Coríntios 15:42, 44) Ou seja, o corpo imperecível, que terá a imagem do homem celestial (v.49) adquirido com a ressurreição é infinitamente melhor do que reencarnar num corpo perecível, pecaminoso, sem glória, sujeito a doenças. Como, então, considerar a reencarnação melhor e esperar passar por tudo isso milhares de vezes?

Ressuscitaremos para não mais morrer e viver em perfeição, e para sempre! Mas na reencarnação, para se morrer milhares de vezes, na imperfeição. A morte uma consequência do pecado. (Romanos 5:12) Mas a Bíblia diz que Jesus é o Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo. (João 1:29) Assim, os que forem ressuscitados para a vida eterna, chamada de ressurreição de vida (João 5:28, 29) numa mais precisarão morrer de novo. Então, por que almejar por milhares de mortes? A Bíblia fala da ressurreição para a vida como algo imperecível. (1 Coríntios 15:42) Ou seja, nada pode corromper os ressuscitados para a vida eterna. Então, por que crer em reencarnações para vidas corruptíveis, repletas de dor e sofrimentos? E quem for ressuscitado, viverá para sempre sem morrer! Mas a reencarnação não é o estado final, mas sempre o inicial. 

CONCLUSÃO

Portanto, se você for espírita kardecista, ou um simpatizante de tal doutrina, pense melhor, ore a Deus, a fim de que você conheça a verdade sobre a questão: Reencarnação ou ressurreição. Que o Deus da Bíblia o convença pelo Espírito Santo desta verdade, e que você venha a reconhecer a Jesus como a RESSURREIÇÂO e a vida. – João 11:25.

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BIBLIOGRAFIA

[1] “Allan Kardec foi o pseudônimo adotado pelo ilustre professor Hippolyte Léon Denizard Rivail, nascido em 3 de outubro de 1804, em Lyon, na França, onde desencarnou em 31 de março de 1869, na cidade de Paris, para realizar a tarefa, missionária, de codificar, isto é, A apresentar em livros, metódica, didática e logicamente organizados, comentados e explicados, os postulados da Doutrina Espírita.” – BARBOSA, Pedro Franco. Espiritismo básico. 5a ed. Rio de Janeiro: FEB, 2002. – pt. 2, Postulados e ensinamentos.

[2] O Evangelho segundo o Espiritismo. Trad. de Guillon Ribeiro da 3a ed. francesa rev., corrig. e modif. pelo autor em 1866. 124a ed. Rio de Janeiro: FEB, 2004. cap. 4, it. 4.

[3] Dicionário Enciclopédico da Bíblia, p. 1302. Editora Vozes. Rio de Janeiro-RJ, 1977.

[4]https://descubranarnia.wordpress.com/2007/09/13/espiritismo-o-fenomeno-da-paramnesia-dejavu/

[5] Site: http://veja.abril.com.br/saude/ja-teve-um-deja-vu-cientistas-descobriram-a-causa-da-sensacao/

[6] Allan Kardec, O Livro dos Espíritos, página 114, nota de rodapé, 3a. Edição, Editora Boa Nova.

[7] MARCHAL, V (Padre). O Espírito Consolador, Ou os Nossos Destinos. 5a ed. Rio de Janeiro: FEB, 2005. 4ª. Efusão.

[8] FLAMMARION, Camille. Os Outros Mundos. Estela. Trad. de Almerindo Martins de Castro. 9a ed. Rio de Janeiro: FEB, 2005.

[9] Allan Kardec, A Gênese, página 190, 14a. Edição Revisada e Corrigida, Editora Ide.

[10] KARDEC, Allan. O Livro dos Espíritos: princípios da Doutrina Espírita. Trad. de Guillon Ribeiro. 86a ed. Rio de Janeiro: FEB, 2005. – pt. 2, cap. 4, q. 171

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[1] Wayne Gruden. Teologia Sistemática – Atual e Exaustiva, p. 364.

[2] Simon Kistemaker. Epístolas de Pedro e Judas, p. 331. Editora Cultura Cristã : São Paulo, 2006.

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