PERGUNTA – Podemos ter certeza de que a Bíblia é a Palavra de Deus?

RESPOSTA CRISTÃ – A Bíblia diz: Toda a Escritura é divinamente inspirada. (2 Timóteo 3:16) Isto significa que homens falaram da parte de Deus, conduzidos pelo Espírito Santo. (2 Pedro 1:21) Deus, pelo poder e atuação do Espírito Santo, moveu pessoas a pessoas a escrever exatamente o que Deus queria. Mas quais são as evidências da inspiração da Bíblia?

1. A Harmonia Interna. A Bíblia foi escrita originalmente em três idiomas: Em hebraico e pequenos trechos em aramaico, para os trinta e nove livros que compõem o Antigo Testamento, e em grego, para os vinte e sete livros que compõem o Novo Testamento. Esse processo levou cerca de 1500 anos, mais ou menos do ano 1400 a.C. até o ano 98 d.C.. Todos os cerca de quarenta escritores usados para escrever os sessenta e seis livros da Bíblia viveram em épocas distintas, com idiomas, cultura, profissões e níveis sociais diferentes. Mas todos escreveram uma mensagem harmoniosa, sem contradições.

2. Os benefícios para seus leitores. Ela é inspirada por Deus e proveitosa para para ensinar, para repreender, para corrigir, para instruir em justiça, a fim de que o homem de Deus tenha capacidade e pleno preparo para realizar toda boa obra. (2 Timóteo 3:16b, 17) Os que praticam a Palavra de Deus têm mudado de vida, através de suas verdades, abandonando vícios ou imundícies da carne e do espírito (2 Coríntios 7:1), as obras da carne pelo fruto do Espírito (Gálatas 5:19-23), passando a ter uma família mais feliz onde maridos, esposas e filhos cumprem com seus papéis familiares. (Efésios 5:22-6:4) Além disso, passam a ter um relacionamento com Deus Pai, Filho e Espírito Santo. – João 14:23; 1 Coríntios 6:19.

3. Cientificamente correta. A Bíblia não é um livro de ciência, mas aborda verdades cientificamente comprovadas. A ciência arqueológica comprova a existência de quase todos os personagens principais, bem como cidades e locais bíblicos. A ciência da astronomia comprovou há muito que as palavras de Jó 26:7, escritas há cerca de três mil anos atrás estavam corretas: Ele estende o norte sobre o vazio; suspende a terra sobre o nada. São apenas alguns exemplos.

4. Suas profecias. A Bíblia afirma sobre Deus: Sou eu que anuncio o fim desde o princípio, e desde a antiguidade, as coisas que ainda não sucederam. (Isaías 46:10) Se Deus anuncia o futuro, então a Bíblia é a Palavra de Deus, pois nela encontramos profecias divinas. Muitas já se cumpriram. No Antigo Testamento, por exemplo, foi predito que Jesus nasceria da tribo de Judá e descendente de Davi (Gênesis 49:10; 2 Samuel 7:12, 13; Mateus 1:1), que Ele nasceria em Belém (Miquéias 5:2a; Mateus 2:1, 2) que Ele levaria nossos pecados (Isaías 53:5; João 1:29), que Ele seria traído por trinta moedas (Zacarias 11:12, 13; Mateus 27:3).

5. O testemunho de Jesus Cristo. O Filho de Deus disse: A tua palavra é a verdade. (João 17:17) Disse também: A Escritura não pode ser anulada [ou falhar]. (João 10:35) Então, Jesus cria como verdadeira a Escritura inspirada.

6. A convicção que o Espírito Santo nos dá. De acordo com a Bíblia, é o Espírito Santo quem a inspira e quem conduz os salvos a toda a verdade. (João 16:13, 14) Sendo verdade a inspiração da Bíblia, quando um salvo crê nela não é apenas por tradição ou mera credulidade, como acontece com os não-crentes. Trata-se de Ele nos convencer a receber as Escrituas como inspiradas por Deus. – 1 Tessalonicenses 2:13. 

Portanto, não duvidamos da inspiração da Bíblia. Que tenhamos prazer nos decretos de Deusnão nos esqueçamos de sua palavra. – Salmos 119:16.

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PERGUNTA – O que é mais importante, a Bíblia ou a Igreja? 

RESPOSTA CRISTà– Essa pergunta me vale igual a esta: Quem é mais importante, minha mãe ou minha esposa? As duas são muito importantes. Sem minha mãe, eu não teria nascido. Sem as Escrituras, a Igreja não teria regra de fé e prática. Sem minha esposa, eu não teria minha família. Sem meus irmãos em Cristo, eu não teria uma família cristã. 

Do ponto de vista da interdependência, a Igreja (povo de Deus) não seria Igreja como é sem a Bíblia, mas a Bíblia, enquanto palavra de Deus escrita, não teria sido o que é sem a Igreja (povo de Deus). 

Quanto à natureza, a Bíblia é a palavra de Deus (1 Tessalonicenses 2:13) e a Igreja o Corpo de Cristo (1 Coríntios 12:27). Ou seja, tanto a Bíblia quanto a Igreja procedem de Deus em sua natureza. 

Todavia, alguns dirão que quanto ao tempo, a Igreja, ou o povo de Deus, existe antes da Bíblia e esta certamente deixará de existir na eternidade. Para não haver recordação das coisas anteriores nos novos céus e nova terra (Isaías 65:17; 2 Pedro 3:13) creio que não teremos lá leituras dos pecados registrados na Bíblia. Naquele paraíso, de que proveito seria ler Davi adulterando com Bate-Seba e tramando a morte do esposo dela? Ou de Judas traindo a Cristo? Ou de Pedro negando Jesus? Mas a Igreja, corpo de Cristo, durará para sempre, pois teremos vida eterna e seremos participantes da natureza divina. (2 Pedro 1:4) Mas outros vão objetar isso por afirmar que a Bíblia veio depois do povo de Deus na forma escrita, pois como Palavra de Deus ela é eterna, já que Cristo é a Palavra de Deus (João 1:1), a palavra de Deus no decreto “haja luz” remonta à origem de tudo. – Gênesis 1:3.

Sendo assim, creio que a Igreja e a Bíblia, sejam muito importantes, mas enquanto palavra escrita em si, principalmente quando narra pecados, não será mais lembrada na eternidade. Teremos novas palavras de Deus, em vez da atual, e talvez nem se chame Bíblia. Mas o corpo de Cristo será eterno. É apenas a minha opinião. O importante é que enquanto não estivermos na eternidade possamos nos alimentar ricamente da Bíblia e a viver da melhor forma no Corpo de Cristo. 

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PERGUNTA – Que cuidados devemos ter ao interpretar o Apocalipse? 

RESPOSTA CRISTà– O Apocalipse não é um mero texto narrativo, como os evangelhos, ou Atos dos apóstolos. Há muita linguagem simbólica nele. Não podemos, assim, ser literais em tudo. E também nem tudo é simbólico. Com oração, humildade e muito estudo, o intérprete do Apocalipse deve saber diferenciar o que é símbolo (sinais) e o que é literal. Por exemplo, a estrela que cai do céu a terra (Apocalipse 9:1-11), e que faz um enorme buraco, de onde sai uma fumaça negra e gafanhotos com calda de escorpiões para atormentar cinco meses a população da terra – todos esses elementos no texto são simbólicos. O bom juízo já nos faz pensar assim, pois uma estrela, no mínimo milhares de vezes maior que a terra, não faria um buraco na terra, mas sim a terra um pequenino buraco na estrela. Sendo assim, precisamos ver o que estrela, buraco, fumaça negra, gafanhotos, escorpiões significam em outros livros da Bíblia para chegarmos a uma interpretação puramente bíblica, e não meros achismos. Por exemplo, não podemos pôr significados no texto apocalíptico que a Bíblia não endossa. As duas testemunhas, em Apocalipse 11:2, que profetizarão por 1260 dias, com certeza não se referem ao Pelé e ao Neymar Jr, nem a besta de sete cabeças e dez chifres são as sogras, pois no restante da Bíblia não encontraremos apoio para tal interpretação. Entre os intérpretes do Apocalipse, há várias interpretações divergentes, mas elas são interessantes quando seguem bons métodos de interpretação e não fazem “eisegese”, ou seja, põem no texto o que eles e não o autor sagrado com certeza não pretendeu ensinar. Portanto, cuidado com o literalismo aio interpretar o Apocalipse. 

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